"O melhor lugar do mundo é onde Deus me
quer". São José Freinademetz
I.
Dalia: "...um dos grandes desafios na missão é entender
a língua do povo com quem se quer trabalhar...."
Dalia natural de Tupandi, é uma gaúcha determinada. Entrou
na Congregação ainda nos anos 50 e fez seus primeiros
votos em 1960. Como cozinheira de mão cheia, ficou por algum
tempo trabalhando na Santa Casa de Santo Amaro e depois, no Seminário
Verbo Divino. Em 1962 recebeu destino missionário para Ghana,
na África Ocidental. Foi feliz. Antes, porém, passou dois
anos na Europa, entre Roma, Steyl e por fim, para aprender o inglês,
Inglaterra.
Depois de 40 anos, ela inda se lembra, chegou em Ghana no dia 08 de
novembro de 1964. Durante essas quatro décadas, Dália
fez muitas coisas bonitas: trabalhou na catequese, visitou e confortou
muita gente, sobretudo as pessoas doentes dos hospitais públicos,
onde não existe a presença das religiosas. Hoje está
na capital, Acra, onde dirige os serviços da Casa Provincial.
A Província SSpS em Ghana compõe-se de 68 Irmãs,
20 das quais são africanas, sendo que um bom número já
emitiu votos perpétuos. Trabalham em 3 escolas diocesanas, em
um hospital e 3 clínicas de Saúde Preventiva e Maternidade.
Algumas Irmãs estão engajadas diretamente na pastoral
da Igreja; outras o fazem nos finais de semana, quando liberadas de
outras atividades. Estamos inseridas em 5 dioceses.
Como em toda parte, povo ganense segue credos diversos: há um
grande número de cristãos, entre católicos e Protestantes;
no norte do País há muitos muçulmanos; há
ainda muit@s seguidores de religiões nativas, próprias
da África. Como aqui no Brasil, há muito sincretismo religioso.
Também, como acontece no mundo todo, questões muito profundas
também lá, vêm das crianças. Dália
se lembra de um dia em que seu aluno de catequese, do 3º ano, confessou
não ter conseguido dormir naquela noite, pois ficara pensando
sobre a aula da Irmã. Como é que Deus chegou à
existência, uma vez que não teve princípio. “Fiquei
encantada, respondi-lhe que tudo isso é um grande mistério”.
Para I. Dália, um dos grandes desafios na missão é
entender a língua do povo com quem se quer trabalhar. São
diferentes os idiomas dos vários grupos étnicos. Em Acra,
os mais falados são o Twi, o Ka, o Ashante. As pessoas ficam
muito felizes quando ouvem de nossa boca mesmo uma simples palavrinha
em sua língua materna. E conclui: “Gosto muito de lá.
Sinto-me realizada, ainda que não tenha podido fazer grandes
coisas. O povo aprecia nosso serviço”.
Irmã Dália Schneiders, SSpS - pertence
a Província Brasil Norte
abril/2005
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