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Congregação Missionária Servas do Espírito Santo - Província Stella Matutina - SP/SP

UMA DIFÍCIL CONFERÊNCIA

O êxito de um evento depende muito da organização e da infraestrutura. Por ocasião da realização da II Conferência Estadual de Políticas Públicas para Mulheres (São Paulo, Anhembi, 11 a 13 de julho p.p.), logo no primeiro dia, o cumprimento da pauta foi prejudicado. Terceirizara-se o credenciamento e, contra toda propaganda que se alardeia sobre a eficiência das empresas privadas, tivemos mais uma prova de incompetência e irresponsabilidade. Simplesmente, a equipe contrata para tal não compareceu no dia e horário acordado. Além do atraso, houve graves falhas na elaboração do material. Nós, mulheres, com a prática de organizar e de atentar para que as falhas em detalhes não comprometam os objetivos dos eventos, teríamos cumprido a contento esse mister.

As conseqüências negativas refletiram-se durante todo evento, desde o credenciamento em si, o atraso nas pautas dos dias seguintes, até o processo de votação das propostas elaboradas pelos grupos que debateram os seis temas:
I- Autonomia, igualdade no mundo do trabalho e cidadania. Geração de Trabalho e Renda;
II- Enfrentamento à violência contra mulheres;
III- Saúde das mulheres, direitos reprodutivos e direitos sexuais;
IV- Educação inclusiva, não sexista, anti-racial e não homofóbica e Cultura;
V- Mulheres no espaço de poder e a Reforma Política;
VI- Mulheres na habitação e meio ambiente.

A leitura seguida de debates e aprovação do regulamento dessa II Conferência não pode ser feita na noite do dia 11 como se prevera, ocorrendo só no dia 12, atrasando seriamente a elaboração das propostas nos grupos temáticos. Conforme fora planejado, cada delegada ou convidada poderia participar de dois dos grupos temáticos. Com o comprometimento da pauta, foi possível a participação em apenas um.

Os debates foram prejudicados pela premência do tempo advinda do atraso no credenciamento. A necessária ambiência democrática e serena nem sempre foi garantida, ocorrendo a tolerância a imperfeições e omissões de propostas assim como a pressa na votações – que sabemos são inimigas da coerência –resultando num texto que não satisfaz mas bastante rico.

A despeito disso, é justo reconhecer os esforços de voluntárias que conquistaram ônibus disponíveis em vários pontos para facilitar o transporte das delegadas. Somos gratas a todas e a cada uma das muitas mulheres que tanto lutaram para que esta II Conferência se tornasse realidade.

As comissões trabalharam com afinco para que os objetivos fossem atingidos; muitas participantes se empenharam na elaboração das propostas, nos debates e votações que avançaram além do horário previsto para o dia 13.
O texto aprovado se juntará ao dos demais estados e distrito federal a ser debatido, na II Conferência Nacional de Políticas Públicas para Mulheres, com as novas propostas que serão então elaboradas debatidas e votadas em Brasília, no mês de agosto.

Trata-se de mais uma etapa cumprida: as mulheres paulistas provindas dos vários municípios demonstraram ser capazes de mais um profícuo exercício de DEMOCRACIA QUE SEM MULHERES É PELA METADE.


Iolanda Toshie Ide
agosto/2007

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