Globalização
Solidária: um desafio para a Missão SSpS.
A Província Brasil-Norte enviou quatro delegadas ao FSM 2003,
com o objetivo de se integrar aos diversos movimentos organizados da
sociedade civil, em busca de um projeto comum para a humanidade, contrapondo-se
ao processo de globalização neoliberal. Participaram:
Ir. Maria Ruth, Ir. Maria Aparecida, Maria de Fátima e Edna.
Além das conferências e oficinas, neste ano o FSM inaugurou
uma nova forma de debate, denominada "Mesa de Diálogos e
Controvérsias". Muito embora existisse um grande número
de temas a serem abordados, caracterizados pelos eixos temáticos,
podemos afirmar que predominou, sobretudo, a questão da PAZ,
tendo em vista a iminente guerra contra o Iraque, bem como os conflitos
entre Israel e Palestina.
Verificamos que há uma unidade no pensamento dos ativistas e
conferencistas presentes ao FSM, uma vez que identificam a política
imperialista dos EUA como inimiga da construção da PAZ.
"Os Estados Unidos estão virando uma ameaça a si
e à humanidade com este governo (Bush)", afirmou o lingüista
norte-americano Noam Chomsky. Para o escritor Eduardo Galeano, "essa
sociedade perdeu o sentido do comunitário, que é o valor
mais básico da humanidade".
Como o teólogo Leonardo Boff, queremos ressaltar que o ser humano
é um "ser de paz", e que a paz é "um processo
de todos que procuram a justiça e protestam contra um mundo que
não permite que sejamos humanos".
Seguem depoimentos de nossas delegadas:
"O IMPÉRIO e seus aliados, insensíveis ao sofrimento
humano, por nada abrem mão de seus privilégios. Nós,
em contraposição, somos alimentadas pelo sonho de um mundo
solidário, que tem a PAZ como conseqüência."
Ir. Maria Ruth Christian.
"A
esperança, a confiança e a luta por uma vida mais justa,
humana, solidária, foi algo marcante no FSM, pois como diz Carlos
Mesters, estamos em um túnel escuro, de muitas situações
de morte, porém nossa esperança, alegria, otimismo é
saber que todo túnel tem uma saída". Ir. Maria
Aparecida P. Ribeiro.
"Participar
do FSM me fez entender a importância da sociedade organizada,
nos seus diversos segmentos, em busca da construção de
um projeto para a humanidade, enfrentando os problemas comuns de forma
solidária". Maria de Fátima Marques.
"Participar
do FSM foi sentir que para mudar o império capitalista precisamos
ser mais fortes e mais humanas, pois somente com a união e determinação
de construir um mundo mais justo, conseguiremos uma globalização
mais solidária". Edna Pereira Matos.
fevereiro/2003