Promovido
pelo Projeto Casulo da área de Tecnologia da Informação
no Terceiro Setor, aconteceu no dia 20 de novembro passado um seminário
sobre "software livre" - SL, com o objetivo de reduzir custos
com tecnologia adotando o uso de software livre.
O público-alvo do evento foram pessoas sem recursos ou com pouca
verba para a área de tecnologia da informação,
usuários domésticos, profissionais autônomos, pequenos
e médios empresários e Organizações não
governamentais (ONGs).
O seminário contou com a participação de Jair Ribeiro
de Souza, Coordenador de Atendimento ao Cliente do Metrô - SP,
Maria Heloisa Rodrigues Magrin, Coordenadora de Sistemas da Auto Viação
Urubupungá e do deputado estadual Simão Pedro/PT representando
a área de Software Livre e Governo Brasileiro.
A exposição demonstrou como a economia nessas empresas
vem crescendo com a adoção de software livre. A filosofia
do uso do SL e sua principal regra é a ética em seu uso
e o compartilhar do conhecimento. O uso do SL proporcionará Liberdade
para Executar, Liberdade para Aprender, Liberdade de Modificar e Liberdade
para Distribuir, elementos que software proprietário não
oferece.
Segundo o deputado Simão Pedro, o Brasil gastou em média
U$ 1,29 bilhão em royalties e licença para utilizar software
proprietário, dados de 2002 do Banco Central. "Não
faz parte de um país em desenvolvimento enviar tanto dinheiro
para o exterior só para utilização de software",
afirmou.
Atualmente utilizando o computador com o mínimo de software proprietário
(Windows + Office), o usuário gasta U$ 700; já o uso de
software livre, como Linux e Open Office (semelhante ao Windows + Office),
não onera usuários e usuárias, uma vez que é
distribuído gratuitamente pela internet.
Utilizando o software livre, o Metrô de São Paulo economiza
R$ 3 milhões por ano com seus 2 000 computadores, e sem prejuízo
da segurança.
Para nós, Edni Gugelmin e Edna Matos, participantes do seminário,
ficou a convicção de que vale a pena apostar no SL, não
apenas pela redução de custos numa época de economia
em crise, mas também pelas vantagens adicionais que oferece.
novembro/2003