25
ANOS DA MEMÓRIA DO SANTO DIAS
1979 - 2004
Hoje o passado é história
“Quando
o passado se transforma em história”
Luciana Dias, Jô Azevedo
Há
25 anos, o operário Santo Dias da Silva foi assassinado pela
Polícia Militar, durante a greve dos metalúrgicos de São
Paulo. Sua morte foi em 30 de outubro de 1979, ainda sob a ditadura
militar. O movimento dos metalúrgicos era por melhores condições
de vida, dignidade e liberdade de organização para os
trabalhadores.
Sua luta continua atual!
Hoje, mais do que nunca, é preciso a união dos trabalhadores
para conquistar seus direitos!
Relembrar Santo Dias é assumir o compromisso de continuar lutando.
Participe!
VIII Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos
Programação:
10 de dezembro de 2004 - sexta-feira - 20h
Assembléia Legislativa de São Paulo
Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera
Pemiada: ANA DIAS
Auditório José Bonifácio - 3º andar
17h30 - Debate: “Gênero e Direitos Humanos”
- Dulce Xavier, socióloga, militante da Pastoral Operária
da Diocese de Santo André, assessora da ONG Católicas
pelo Direito de Decidir.
- Flávia Pereira, vereadora, Presidente da Comissão Extraordinária
Permanente da Mulher; Vice-Presidente da Comissão Extraordinária
Permanente de Direitos Humanos e Cidadania, fundadora da Casa da Mulher
Lilith.
- Lucila Pizzani, vereadora, presidente da Comissão de Direitos
Humanos da Câmara Municipal de São Paulo.
19 horas – apresentação do vídeo “Santo
Dias: 25 anos de Memória Operária”
19h30 – Lançamento do Livro "Santo Dias: quando o
passado se transforma em história", de Luciana Dias, Jô
Azevedo e Nair Benedicto.
Plenário Juscelino Kubitschek - 1º andar
20 horas - Sessão Solene para entrega do VIII Prêmio Santo
Dias de Direitos Humanos
Roteiro:
Abertura: Nomeação da mesa , palavra aos deputados presentes
Testemunhais sobre os 25 anos da morte de Santo Dias, e da trajetória
de lutas de Ana Dias;
Monólogo “Resgate Histórico dos últimos 25
anos de Luta da Classe Trabalhadora”, por Cícero Umbelino
da Silva;
Musicais de antigos componentes dos grupos Arribação e
Uruaí com canções de temas folclóricos e
que relatam a luta dos trabalhares.
Promoção:
Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa
de São Paulo
Organização:
Mandato do Deputado Renato Simões (PT)
Apoio:
Pastoral Operária e entidades do Comitê Santo Dias
Quem
foi Santo Dias da Silva?
Santo Dias nasceu na cidade de Terra Roxa – SP, no dia
22 de fevereiro de 1942. Foi colono e bóia-fria.
Santo foi um cristão atuante. Participava da Igreja e das lutas
dos trabalhadores rurais.
Mudou-se 1962 para a cidade de São Paulo em busca de melhores
condições de vida. Casou-se com a Ana em 1965 e teve dois
filhos, Santo e Luciana.
Em São Paulo Santo tornou-se um cristão comprometido nas
Cebs e atuando como liderança na Pastoral Operária no
Estado de São Paulo.
Sua militância na Oposição Sindical e seu trabalho
de organização nas empresas, visando a formação
das Comissões de fábricas, tornaram-no um líder
reconhecido. Sua capacidade de articulação nos movimentos
dos trabalhadores, nas fábricas, nos sindicatos, no movimento
popular e nas Cebs dava-lhe credibilidade junto @s companheir@s e ao
povo das comunidades.
Santo, como muitos outros mártires e heróis, atuava firme
e corajoso para construir uma sociedade mais justa, com igualdade e
participação de tod@s. Por isso, durante a greve dos metalúrgicos,
ele foi assassinado pelo policial militar Herculano Leonel, no dia 30
de Outubro de 1979. A memória do Santo continua viva entre tod@s
amantes de Justiça.
Alguns
dizeres sobre Santo Dias:
“Santo participava da luta, da missa nos domingos, encontrava
tempo para visitar os doentes. Era sempre disponível para dialogar
com as pessoas. Alegrava tod@s nas festas com sua presença, com
seu sorriso cativante e sempre de bom humor. Teve a capacidade de dialogar,
viver com o diferente sem perder a sua identidade, praticava relações
novas, exercia a sua cidadania. Conseguiu integrar as várias
dimensões da vida em sua existência, apresentava o surgimento
de um novo ser humano. Santo soube viver a Arte da Vida.”
“(Santo) Aprendi muito com você, principalmente no profundo
respeito que tinha pela vida. Sorria ao olhar a família. Sorria
ao ver um abacateiro crescer, plantado por suas mãos. Era um
homem de plantar e fazer crescer árvores e idéias.”
